![]() Por que o espírito n~´ao pode ser aniquilado?
Data: 14/01/2025
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YTexto: Silvio Dutra
Voz: Silvio Dutra Por que o espírito não pode ser aniquilado?
Não são poucos os que se consolam com a expectativa falsa de que mesmo tendo vivido impiamente aqui neste mundo, irão certamente para o descanso eterno no céu; ou então, que nada há que temer quanto à morte porque ela consiste na aniquilação total do ser, ou seja, que não mais existirão, e que portanto, não lhes aguarda qualquer tipo de castigo futuro, pois nada se pode fazer a quem não mais existe. Se tais pessoas tivessem algum conhecimento sobre a verdade dos atributos de Deus, sobretudo os referentes à Sua santidade, justiça e juízo, provavelmente teriam ao menos considerado que é em razão, especialmente, destes atributos, que os seres morais, sejam eles anjos ou humanos, não podem ter seus espíritos aniquilados por Deus, pois importa que por um juízo perfeito baseado em uma justiça perfeita, que cada um seja responsabilizado por seus pensamentos, atos e comportamento, devendo portanto prestar contas ao grande e supremo juiz de todos os espíritos, e isto em uma perspectiva eterna, pois os espíritos criados por Deus devem ser julgados por Ele quer pelo bem, quer pelo mal que tiverem praticado, pois importa que os primeiros sejam premiados com bênçãos e a vida eterna, e os últimos, por sua rebeldia contra Ele, com maldições e a morte eterna, a qual não significa aniquilação do espírito, mas sua condenação a sofrimentos eternos em uma separação irremediável de Deus, e de qualquer participação de Sua natureza divina. Agora, deve ser devidamente ponderado que o estado abençoado eterno não é alcançado, no caso da humanidade, pela própria justiça do homem, mas de ter alcançado por meio da fé em Jesus, a justificação exclusivamente pela imputação da justiça do próprio Cristo, que é a única que pode agradar à justiça divina, que exige perfeita e completa conformidade com a santidade de Deus. Assim, sem termos a justiça de Jesus, não podemos agradar a Deus e à sua justiça, e a sentença que deveria ser esperada por nós seria a de uma condenação eterna, porque o salário do pecado é a morte espiritual e eterna. O pecado contra um Deus eterno deve ter um castigo também eterno. Então importa que sejamos considerados mortos por Deus para o pecado, e isto só pode ser alcançado por meio da nossa associação à morte de Jesus, que morreu em nosso lugar para que pudéssemos ser feitos novas criaturas, por um novo nascimento do Espírito Santo. É daí que decorre a necessidade que temos de ser convencidos pelo Espírito do que é o pecado, e de nossa total condição de miséria perante a justiça de Deus, para que recorramos a Cristo para sermos perdoados e redimidos, por meio do arrependimento e da fé em Sua morte e ressurreição por nós. É a partir deste princípio que podemos e devemos ser submetidos ao trabalho da santificação do Espírito Santo, para sermos tornados cada vez mais semelhantes a Cristo, pois somos justificados para alcançar a perfeição espiritual completa depois que deixarmos este corpo pela morte física, para que o nosso espírito seja conduzido a Deus para não mais estar sujeito até mesmo a qualquer tipo de tentação, as quais operavam na carne, enquanto estávamos no mundo. Agora, ninguém pode compreender e viver tais realidades a não ser por uma chamada e revelação da parte de Deus, pois coisas espirituais só podem ser discernidas espiritualmente pela operação do Espírito Santo. Vemos que atender ao chamado do Evangelho para se ter fé em Cristo, não se trata de uma simples escolha da nossa parte de sermos cristãos ou não; de termos ou não uma religião, pois esta é na verdade uma questão de vida ou morte eterna, uma vez que se tivermos a Cristo e consequentemente a Sua justiça, somos salvos, mas se não o tivermos já estamos condenados enquanto permanecemos em tal condição. Não há e nunca houve qualquer outro meio pelo qual Deus poderia justificar pecadores rebeldes contra Ele e Sua santa vontade, senão o de conduzi-los por meio da obediência da fé à vida santificada que devem possuir todos os que dEle se aproximam, e é nisto principalmente que vemos a crucial importância do nosso arrependimento, ao qual, a propósito, também somos conduzidos por Deus, quando nos humilhamos perante Ele. E isto, como vemos nas Escrituras, só pode ser realizado por meio da mediação de Jesus Cristo que foi dado por Deus para nós, para ser a nossa justiça, redenção, sabedoria e santificação.
Enviado por Silvio Dutra Alves em 14/01/2025
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