Legado Puritano
Quando a Piedade Tinha o Poder
Áudios
SALMO 62 – Salmo de Davi
Data: 28/01/2013
Créditos:
Texto: Silvio Dutra
Voz: Silvio Dutra
Edição de som: Silvio Dutra
Software de edição: Audacity
Agradecimentos a nosso Senhor Jesus Cristo
SALMO 62 – Salmo de Davi

Davi expressa neste salmo, como na maioria dos que são da sua autoria, a sua total confiança no Senhor, de modo que mantinha a sua alma em expectativa silenciosa de receber dEle livramento dos ataques que recebia dos seus muitos inimigos. 
Não seria de se estranhar que estes se encontrassem também dissimuladamente na sua própria corte,    mas fazendo do Senhor o seu alto refúgio, ainda que pudesse ser abalado    pelos ataques que eles lhes desferiam, contudo, não poderia ser muito abalado, porque tinha o Senhor por sua defesa. 

Os pérfidos agem contra os justos como se fossem uma parede que está prestes a cair, porque pensam erroneamente que não terão muito trabalho para derrubá-lo, porque não se entrega às mesmas práticas malignas que eles. 
Com isso pensam que não poderão receber qualquer dano da parte dos justos, como de fato não podem receber, mas se esquecem que receberão o pago devido de suas más obras diretamente das mãos de Deus, que é o vingador dos Seus servos. 
Então as mentiras nas quais os ímpios se comprazem para derribar o justo, e a falsidade de bendizê-lo com a boca, enquanto o    maldizem em seus corações, não triunfará, porque o Senhor peleja pelo Seu povo. 
Era por isso que Davi, na hora da tribulação, sempre ordenava à sua alma que esperasse silenciosa, na esperança de receber o devido socorro do Senhor, que nunca lhe faltara, e nem a nós, se andarmos em fidelidade na Sua presença, tal como Davi andava.

Ninguém mais além de Deus, era rocha de abrigo e socorro, porque era somente dEle que vinha a sua salvação, de modo que sabia que jamais seria abalado. 
Assim, ele conclama o povo do Senhor a confiar nEle em todo o tempo, e a derramar perante Ele os seus corações, porque somente Deus é o nosso refúgio. 
Quanto aos homens, eles são vaidade, ou seja, nada podem fazer para manter suas almas em perfeita paz e segurança, porque sejam plebeus ou nobres, quando juntados pesam menos que uma pluma, quanto mais se poderia compará-los à Rocha que é o Senhor. 
Por isso os homens não devem confiar nas extorsões que    praticam, e nem se vangloriarem em suas rapinas, porque se as riquezas deles prosperarem não é nelas em que deve estar posto o coração, senão somente no Senhor, porque se lhes tornarão ídolos e laços, nos quais por fim serão apanhados, porque Deus retribuirá a cada um segundo as suas obras, porque é somente a Ele que pertence tanto o poder quanto a graça.                   


“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação.    
Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado. 
Até quando acometereis vós a um homem, todos vós, para o derribardes, como se fosse uma parede pendida ou um muro prestes a cair?    
Só pensam em derribá-lo da sua dignidade; na mentira se comprazem; de boca bendizem, porém no interior maldizem. Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa, porque dele vem a minha esperança.    
Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado. 
De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio.    
Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio. 
Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade. 
Não confieis naquilo que extorquis, nem vos vanglorieis na rapina; se as vossas riquezas prosperam, não ponhais nelas o coração. 
Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus,    e a ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras.”
Enviado por Silvio Dutra Alves em 02/12/2012
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