![]() SALMO 85 – Oração dos filhos de Coré
Data: 05/02/2013
Créditos:
Texto: Silvio Dutra Voz: Silvio Dutra Edição de som: Silvio DutT4017837ra Software de edição: Audacity Agradecimentos a nosso Senhor Jesus Cristo
SALMO 85 – Salmo dos filhos de Core
“Favoreceste, SENHOR, a tua terra; restauraste a prosperidade de Jacó.
Perdoaste a iniquidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos. A tua indignação, reprimiste-a toda, do furor da tua ira te desviaste. Restabelece-nos, ó Deus da nossa salvação, e retira de sobre nós a tua ira. Estarás para sempre irado contra nós? Prolongarás a tua ira por todas as gerações? Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em ti se regozije o teu povo? Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia e concede-nos a tua salvação. Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos; e que jamais caiam em insensatez. Próxima está a sua salvação dos que o temem, para que a glória assista em nossa terra. Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram. Da terra brota a verdade, dos céus a justiça baixa o seu olhar. Também o SENHOR dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto. A justiça irá adiante dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos.” Provavelmente este salmo tenha sido escrito depois do retorno dos judeus do cativeiro em Babilônia. Então nós temos aqui a manifestação de gratidão por Deus ter favorecido o Seu povo restaurando-o em sua própria terra, e por ter perdoado a sua iniquidade, depois de terem passado setenta anos no cativeiro. Deus havia se desviado do ardor da Sua indignação e do furor da Sua ira, depois de tê-los corrigido numa terra estrangeira de aflição. Todavia, foi para uma terra desolada e queimada que eles haviam retornado. Haveria necessidade de reconstruir tudo o que havia sido destruído pelos babilônios, e havia muitos inimigos que estavam se opondo ao retorno deles, especialmente os samaritanos. Por isso, ao mesmo tempo que orava agradecendo a Deus pela restauração, o salmista lhe pediu também que os restabelecesse completamente e que retirasse de sobre eles a Sua ira, vivificando-lhes com o regozijo da Sua presença e misericórdia, concedendo-lhes a Sua salvação. O salmista não orava como quem duvida, porque tinha a plena certeza de que o Senhor ouviria as orações de Seu povo e que voltaria a lhes falar de paz, e preservaria os Seus santos para que não caíssem em insensatez. Tal seria o caráter da salvação que Deus manifestaria a Israel, especialmente nos dias do Messias, que haveria um encontro da graça com a verdade; e a justiça e paz se beijariam, isto é, estariam conciliadas. A graça de Jesus faria com que a verdade brotasse na terra, e a justiça baixaria o seu olhar desde os céus, porque muitos seriam justificados aos olhos de Deus, desde os céus, com a própria justiça de Jesus. E o fruto desta graça e justiça seria o fruto do Espírito Santo, do qual o salmista ressaltou a bondade. Isto sucederia porque a justiça do Senhor iria adiante dEle, e Suas pegadas formariam caminhos retos para que o Seu povo ande por ele. Isto significa que o Senhor não trataria com o Seu povo, na base da própria justiça deles, mas com base na justiça de Seu Filho Jesus Cristo. Todavia, esta justiça lhes seria dada e atribuída para que vivessem na prática da justiça, a qual também seria neles implantada progressivamente pelo Espírito Santo.
Enviado por Silvio Dutra Alves em 03/12/2012
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