![]() Deus Requer Santificação aos Cristãos 35
Data: 12/01/2022
Créditos:
Texto: Silvio Dutra
Voz: Silvio Dutra
“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” [Gl 5: 16-25]
Uma pessoa santificada tem a garantia de sucesso neste conflito entre o Espírito e a carne, que continua em abençoada paz e ordem em sua alma durante sua continuação - e há um duplo sucesso contra os atos rebeldes dos resquícios do pecado interior, que lutam contra o Espírito. Suponha que a luta seja considerada em relação a qualquer desejo particular e corrupção, e essa luxúria está em conjunto com alguma tentação poderosa. Nós temos a segurança suficiente e abençoada de que, se permanecermos no uso diligente de formas e meios de graça (oração, meditação da Palavra, etc.) que nos são atribuídos, e no aperfeiçoamento do uso da assistência fornecida no pacto da graça, não deixaremos de ter sucesso real – a luxúria não vai conceber, gerar e acabar no pecado. "Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte".[Tg 1: 15] Mas, se negligenciamos nossos deveres conhecidos e principais preocupações, então não é para se perguntar se, às vezes somos lançados na desordem e frustrados pelo poder do pecado. Estes deveres a que devemos atender não consistem basicamente em que frequentemos as reuniões públicas de adoração, que sejamos dizimistas e ofertantes constantes, e que façamos muitas outras coisas de caráter dito religioso, porque é possível ser e fazer tudo isso e ainda assim não ter qualquer interesse real na santificação, ou ainda que o tendo, não sermos santificados por meio de tais coisas, pois que o que deve preceder a tudo o que fizermos, para e em nome de Cristo, deve proceder de um andar no Espírito Santo, para que antes de tudo as obras da carne em nossa antiga natureza possam ser vencidas e substituídas pela graça. Além disso, é o coração revestido com graça que é de valor para Deus e que torna nossa adoração em espírito e em verdade, em um viver realmente santo e piedoso. Não será em Gerizim ou Jerusalém, que Deus deve ser adorado. Não depende do lugar em que O adoremos, mas que isto seja feito a partir do nosso coração em Espírito.
Nunca devemos esquecer, que a expiação do nosso pecado só pode ser realizada por meio do sacrifício que Jesus ofereceu por nós, e além disso, nossa justificação, regeneração e santificação dependem de estarmos sendo alimentados espiritualmente por Sua própria vida, conforme representado nos elementos da Santa Ceia, que apontam para Seu corpo e sangue. Então, se não houver esta manifestação espiritual do próprio Senhor Jesus em nós, não se pode dizer que estamos sendo santificados, pois é nesta união espiritual com Ele que somos levados a crescer na graça e no conhecimento de Sua Pessoa Divina.
Quanto ao sucesso geral em toda a causa, ou seja, que o pecado não desfigure totalmente a imagem de Deus em nós, nem absolutamente ou finalmente arruíne nossa alma (que é o seu fim e tendência), temos a fidelidade da aliança de Deus para nossa segurança, que esta fidelidade não nos deixará. [Rm 6: 14], portanto não obstante esta oposição e tudo o que é atribuído a ela, há paz e ordem preservada pelo poder da santidade em uma mente e alma santificada, mas será ainda objetado que, em segundo lugar; "Muitos professantes que desejam muito a santificação e santidade, e quem você julga participar deles é, no entanto rabugento, perverso, taciturno e inquieto em sua mente entre seus familiares e no mundo. Na verdade, existe muita vaidade externa e desordem (que você transforma em símbolos da interna confusão da mente dos homens e do poder do pecado) que procedem deles, ou são realizados por eles.
Muitos são talvez, considerados santos e santificados, mas na verdade não o são. Estou pressionando pela necessidade de santidade, isto é, para seu aumento e crescimento, a fim de que este trabalho seja levado a cabo para a perfeição - e através disso, pelo poder da graça do evangelho, a grande promessa possa ser cumprida; o que está registrado em Isaías. "O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. "Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”. [ 2 Co 5: 15] “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos." [Rom 14: 7-9] "o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras". [Tt 2: 14]
Mas não precisamos insistir nisso. Negar que devemos glorificar e honrar a Cristo no mundo é renunciar a Ele e ao evangelho. A única pergunta é: "Como podemos glorificá-Lo e honrá-Lo, e o que Ele exige de nós para esse propósito?" Uma resposta simplificada para isto pode ser resumida, em que devemos ser realmente santificados pelo Espírito Santo, mediante a Palavra de Deus.
Enviado por Silvio Dutra Alves em 13/11/2021
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