![]() Deus Requer Santificação aos Cristãos 69
Data: 20/03/2022
Créditos:
Texto: Silvio Dutra
Voz: Silvio Dutra
"Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus". "e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça". [Romanos 6: 11-18] A graça do evangelho alcançou o crente e passou a reinar em seu coração, de modo que pelo poder da graça, o domínio antigo do pecado é quebrado e o crente não necessita e não deve permanecer na prática do pecado, uma vez que é convocado por Deus a mortificar o pecado pelo poder do Espírito Santo.
Na santificação dos crentes, o Espírito Santo opera neles, em sua alma inteira; sua mente, vontade e afeições - um hábito gracioso e sobrenatural, princípio e disposição de viver para Deus, em que a substância ou essência, a vida e o ser da santidade consistem. Este é aquele espírito que nasce do Espírito Santo; aquela nova criatura, aquela nova natureza divina que é trabalhada neles, da qual são feitos participantes. Nisto consiste a imagem de Deus, para a qual nossa natureza é restaurada pela graça de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual nos tornamos conforme a Deus, firmemente aderindo a Ele através da fé e do amor. É, portanto reconhecido que, a primeira infusão sobrenatural ou comunicação deste princípio de luz espiritual e vida – de preparar, ajustar e habilitar todas as faculdades de nossa alma para os deveres de santidade, de acordo com a mente de Deus pertence ao trabalho de nossa primeira CONVERSÃO. Mas a preservação, valorização e aumento deste princípio pertencem à nossa SANTIFICAÇÃO, pois tanto sua infusão quanto sua preservação são necessariamente imprescindíveis para a santidade. Assim a árvore fica boa, para que seus frutos sejam bons, pois sem santificação os frutos não serão bons. Esta é nossa nova natureza. Não surge de ações precedentes de santidade, ao cont rário, é a raiz de todas elas.
Hábitos adquiridos por uma infinidade de atos, sejam em coisas morais ou artificiais, não são uma "nova natureza", nem podem ser chamados assim; tais hábitos são uma prontidão para agir apenas por uso ou costume, mas essa nova natureza vem de Deus, seu Pai; é o que é nascido em nós de Deus. É comum, ou o mesmo em todos os crentes quanto à sua espécie e ser, mesmo que não quanto aos seus graus e exercício. É o que não podemos aprender, que não pode ser ensinado a nós exceto por Deus, assim como Ele ensina outras criaturas nas quais planta um instinto natural. Conformidade com Deus, semelhança com Cristo, conformidade com o Espírito Santo, ingresso na família de Deus, comunhão com anjos, separação das trevas e o mundo, tudo consiste nisso.
Em segundo lugar, a questão da nossa santidade consiste em nossa obediência real a Deus, de acordo com o teor da aliança da graça, pois Deus promete escrever Sua lei em nossos corações, para que O temamos e andemos nos Seus estatutos.
A respeito disso, em geral, podemos observar duas coisas: 1. Esta é a vontade revelada de Deus na Escritura, Mq 6: 8 A vontade de Deus, eu digo, conforme revelada a nós na Palavra, é a regra de nossa obediência. A obediência tem uma regra, que nada mais pode pretender ser a mesma. A vontade secreta ou os propósitos ocultos de Deus não são a regra de nossa obediência [Dt 29: 29], muito menos nossas próprias imaginações, inclinações ou razão. Nem faz qualquer coisa pertencer a esta regra, o que fazemos em conformidade com essas coisas, ou por sua direção, por mais plausível que seja, [Cl 2: 18-23], mas a palavra de Deus é a regra adequada de toda a santa obediência: (1) É assim materialmente. Tudo o que é ordenado na Palavra de Deus pertence à nossa obediência, e nada mais o faz, portanto somos estritamente obrigados a não adicionar a ela, nem diminuir ou tirar nada da Palavra, [Dt 4: 2, 12: 32], [Js 1: 7], [Pv 30: 6], [Ap 22: 18,19]
(2) É assim formalmente; tudo o que fazemos, devemos fazê-lo porque é comandado, ou então não faz parte da nossa obediência ou santidade. [Dt 6: 24, 25], [29: 29], [Sl 119: 9] Eu sei que existe uma luz inata da natureza que ainda permanece em nós, o que nos dá grande direção quanto ao bem e ao mal moral, comandando o primeiro e proibindo o outro [Rm 2: 14, 15], mas esta luz, por mais que se torne subserviente e subordinada à Palavra de Deus, não é a regra da santidade do evangelho como tal, nem é qualquer parte dela. A lei que Deus escreve em nossos corações por Sua graça, corresponde à lei que está escrita na Palavra que nos é dada. E, como o Espírito Santo é o único princípio de nossa obediência evangélica, então a Palavra é nossa única regra. Para este fim, Deus prometeu que seu Espírito e Sua palavra irão sempre acompanhar um ao outro - um para vivificar nossa alma, e o outro para guiar nossa vida. [Is 59: 21] A palavra de Deus pode ser considerada nossa regra em um aspecto triplo: (1) Uma vez que requer a imagem de Deus em nós. A retidão habitual de nossa natureza com respeito a Deus e nosso viver para Ele, é ordenado a nós na Palavra; sim, e é trabalhado em nós pela Palavra. Toda a renovação da nossa natureza, o ato do princípio de santidade descrito antes, nada mais é do que a Palavra mudada em graça em nossos corações, pois nascemos de novo pela semente incorruptível da Palavra de Deus. O Espírito não opera nada em nós, exceto o que a Palavra primeiro exige de nós. A Palavra é, portanto a regra do princípio interno da espiritualidade de vida; e o crescimento deste princípio nada mais é do que seu aumento na conformidade a essa Palavra.
Enviado por Silvio Dutra Alves em 28/01/2022
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