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“ Diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que perante Pôncio Pilatos deu o testemunho da boa confissão, exorto-te
Se há uma coisa que verdadeiramente nos enriquece enquanto estamos neste mundo, é sermos abundantes na prática de boas obras de justiça e amor, feitas em Deus, porque é por elas que será determinado o nosso galardão futuro e que persistirá por toda a eternidade.
A maior boa obra de todas é aquela que se refere a nos preocuparmos com o destino eterno das almas do nosso próximo e nos esforçarmos para que alcancem a salvação e sejam edificadas na verdade.
Isto é, a Palavra de Deus que são estes mandamentos, são para serem preservados até a consumação dos séculos, sem nada tirar ou acrescentar, ou alterar, porque não se referem à vontade do homem, mas à vontade de Deus. Diante de Pôncio Pilatos Jesus disse que o Seu reino não era deste mundo, que Ele é o Rei da Verdade, porque os que são pela verdade ouvem a Sua voz, e vivem para praticar a verdade revelada por Ele nas Escrituras. se Ele é Rei, este governo é estabelecido no coração. Sim, o Senhor, de há muito governa sobre milhões e milhões, com um governo de amor, paz, justiça e verdade, e com todas as suas demais graças e virtudes, que são implantadas nos corações dos seus súditos. Então, que nenhum cristão tente avaliar a Palavra de Deus por critérios mundanos e carnais ou mesmo seculares. Está no mundo mas, não pertence ao mundo, e não deve portanto, viver pelos princípios do mundo que contrariam os princípios de Deus, senão por aquilo que Deus tem determinado para ele na Sua Palavra. Sim, todos os ministros do evangelho deveriam ter em todas as suas ministrações seus olhares voltados para o céu, para Deus, para Cristo, para o Espírito Santo, e estarem efetivamente concentrados em espírito nas coisas celestiais, espirituais, e divinas, quando estão empenhados em edificar os santos. Os ministros estão na terra mas, ministram nas regiões celestiais onde Cristo está assentado. E se a ministração deles não segue este padrão estabelecido por Deus, não será efetivamente a ministração que lhes tem ordenado para a glória do Seu próprio nome. Os ministros devem lembrar que somente Cristo é a fonte da imortalidade, porque é somente nele que a morte é vencida, e que Ele habita em luz inacessível, que pela imensa glória que possui não permite que nenhum homem possa dela se aproximar, a não ser aqueles que têm sido chamados por Ele para habitar no céu. Isto significa que a Majestade e glória do Senhor devem estar diante dos Seus ministros para que tenham o devido temor e tremor, ao exercerem o ofício que lhes foi designado por Ele.
Deste modo, como podem os ministros ficarem impressionados com a altivez dos ricos deste mundo diante desta glória do Senhor a que ele, Paulo havia acabado de se referir? (17). Que os ricos sejam exortados a se enriquecerem de boas obras, e que sejam generosos, de maneira que possam vir a alcançar a verdadeira vida que está em Cristo. O soberbo, em sua altivez jamais achará a Deus, porque Ele não deixará que o homem O encontre nesta condição, porque exige humildade, pobreza de espírito e arrependimento para nos conceder o Seu favor. Os ricos deste mundo são tão miseráveis aos olhos de Deus como qualquer outro pecador. Por isso os ministros do evangelho não devem ficar intimidados com a aparência deles. E é seu dever pregar também a eles e lhes alertar o grande perigo que correm se confiarem somente nas suas riquezas. Que ninguém se iluda, sejam ricos ou pobres com um tesouro falso, com uma falsa confiança, que são forjados pela vã imaginação dos homens.
Paulo chama aos conhecimentos adquiridos para fins religiosos, que se opõem à sã doutrina de Cristo, como por exemplo o Gnosticismo que grassava em seus dias, de falsa ciência, porque este conhecimento que não permite o conhecimento de Deus e da Sua vontade, por ser contrário ao verdadeiro conhecimento revelado na Palavra, é falso, e todo cristão fará bem em se guardar dele, e todo incrédulo deveria abandoná-lo para adquirir aquele verdadeiro conhecimento que é o único que pode conceder a vida eterna e livrar o homem da escravidão ao pecado. Silvio Dutra Alves
Enviado por Silvio Dutra Alves em 07/05/2013
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