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“bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;” (Mateus 5.9)
Nosso Senhor Jesus Cristo relaciona a bem-aventurança aos pacificadores, porque isto vem do coração, e não propriamente aos pacifistas porque é possível ser pacifista, numa suposta luta pela paz, através da luta contra supostos inimigos, que vise à eliminação deles por meio da violência com vistas à sua subjugação.
Isto é aplicável tanto individual quanto coletivamente. No contexto de pessoas ou mesmo nações. É indubitável que há na política do Jihad um ódio que é alimentado e ensinado, inclusive a criancinhas, por lideranças fanáticas, sobretudo por meio da propaganda, contra o mundo ocidental, especialmente contra os EUA e Israel. O uso da violência e da morte dos que são considerados infiéis (não muçulmanos) é justificado e incentivado em nome de se agradar a Alá. O grande equívoco em tudo isto é que aqueles que assim procedem o fazem com a forte convicção de que estão lutando por um mundo melhor e de paz sob a hegemonia muçulmana. Por outro lado, no chamado mundo ocidental, mesmo muito daqueles que se chamavam cristãos, contribuíram para o aumento do ódio do Islã contra o chamado mundo cristianizado, em razão das atrocidades praticadas pelas Cruzadas na Idade Média contra o Islã. A prática da violência está disseminada por todo o mundo, e isto pode ser visto não somente nas guerras que nunca cessam, como até mesmo no ambiente doméstico em cada nação. A raiz do problema do ódio jaz no coração humano não regenerado por uma genuína fé em Deus, que se manifeste num verdadeiro amor ao próximo. Qualquer um pode se aplicar a causas pacifistas, mas o pacificador, segundo Jesus, pode ser gerado somente pela conversão do coração. Vemos assim, que a paz que é almejada pelo mundo não é como a paz que somente Jesus Cristo pode nos dar, porque a que Ele nos dá não é uma paz alcançada pela subjugação dos que pensam diferentemente de nós, mas a subjugação do nosso próprio coração à vontade do Deus da Bíblia e dos Seus mandamentos. A paz mundial pela qual o homem luta é portanto impossível de ser alcançada, é uma utopia, em razão de que nem todos estão dispostos a serem governados pelo amor a Deus e ao próximo em seus corações. Mas, de todos os que amam ao Senhor e lhe obedecem, deles é dito em nosso texto que são pacificadores que terão paz não somente para si mesmos, como promoverão esta paz que é o próprio Cristo vivendo neles, e por isso se afirma que serão chamados filhos de Deus, porque é neles que habita a verdadeira paz que é fruto desta sua filiação Àquele que é a fonte da citada paz.
Silvio Dutra Alves
Enviado por Silvio Dutra Alves em 21/03/2014
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