O Que Há de Ser se Cumprirá e Não Tardará
Não existe destino quanto à marcação pré-determinada de cada um dos nossos atos neste mundo, mas certamente há um destino geral que já foi pré-ordenado por Deus desde antes da fundação do mundo, e este será cumprido exatamente conforme Ele planejou.
Por exemplo, a ida dos judeus para o cativeiro, primeiro no Egito, depois em Babilônia, a dispersão deles pelo mundo inteiro, se cumpriram, conforme havia sido anunciado previamente por Deus, bem como também se cumpriu o retorno deles para a sua própria no terra, que lhes fora dada por herança conforme promessa feita por Deus a Abraão.
Nós vemos no 3º capítulo de Esdras, que depois de terem se instalado em suas respectivas cidades, quando retornaram do cativeiro em Babilônia, os judeus se juntaram em Jerusalém no sétimo mês para as celebrações relativas àquele mês e dentre as quais se incluía a Festa dos Tabernáculos.
Aproveitaram a oportunidade para edificarem o altar dos holocaustos, provavelmente, no mesmo local em que estivera instalado o altar do templo de Salomão.
Ali, desde o primeiro dia do sétimo mês, do primeiro ano, na sua própria terra, começaram a oferecer holocaustos ao Senhor, ainda que nem sequer tivessem lançado os alicerces do templo que seria reconstruído a partir de 537 a. C.
Afirma-se em Ed 3.1 que os judeus haviam se reunido como um só homem em Jerusalém, e isto é indicativo da unidade que havia entre eles.
O temor que tiveram das nações ao redor (Ed 3.3), contribuiu para que acelerassem a edificação do altar para poderem cultuar ao Senhor.
Assim, era exigido pela Lei, de maneira a contarem com o cumprimento das promessas de bênçãos previstas para a obediência aos Seus mandamentos.
Eles deveriam ter o cuidado de não fazerem conforme haviam feito os seus pais, que muito provocaram o Senhor à ira, com a transgressão voluntária dos Seus preceitos.
Numa terra estranha, entregue totalmente às práticas pagãs e idolátricas, eles puderam aprender, ainda que de um modo difícil, o quão grosseiras e irracionais eram aquelas práticas, quando contrastadas com a religião revelada, que o Senhor lhes dera através de Moisés.
Eles haviam aprendido do erro de seus pais, quão dura coisa é não servir ao Deus vivo, segundo os termos que Ele tem estabelecido na Sua Palavra.
A Antiga Aliança prescrevia o sacrifício de animais num único local escolhido pelo Senhor e na presença de sacerdotes consagrados para tal ofício. Daí a necessidade da construção de um templo para o culto daquela dispensação antiga.
Pelo que nós observamos da narrativa do terceiro capítulo do livro de Esdras, os judeus que haviam lançado os alicerces do templo de Jerusalém, depois da volta do cativeiro em Babilônia, não haviam ainda, naquela ocasião, sido fermentados com o fermento que havia em abundância na vida dos escribas e fariseus dos dias de Jesus, porque se diz deles que tudo fizeram para a glória de Deus, e que se encontravam em unidade a ponto de terem se alegrado muito e louvado a Deus pelo privilégio que lhes dera de retornarem à sua terra, e ali poderem cumprir as exigências da Lei de Moisés, relativas ao culto devido a Ele, conforme prescrito naquela antiga aliança.
Os judeus que tinham visto a suntuosidade do templo de Salomão, antes de irem para o cativeiro em Babilônia, choraram quando os alicerces do novo templo foram lançados, talvez por lhes pesar o fato da lembrança de que toda a glória antiga da nação havia sido reduzida até o ponto de terem que recomeçar a construção de um templo, que segundo as condições presentes deles, jamais poderia ter toda a riqueza que havia no templo de Salomão.
Na verdade, aquele era um momento para alegria e não para tristezas sentimentais.
Eles não deveriam ter chorado pela diminuição da glória terrena a que foram reduzidos, mas pelos pecados dos seus pais, que haviam dado causa àquela necessidade de reconstruírem toda a religião de Israel, no tocante às exigências cerimoniais da Lei, a partir do alicerce.
Na verdade, deveriam ser gratos a Deus por não ter dado a eles o mesmo destino que havia dado aos israelitas do Reino do Norte, permitindo que fossem dissolvidos, por terem sido espalhados por todas as nações, pelos assírios, que separaram pais de filhos, esposos de esposas, de modo que perdessem a sua identidade cultural e nacional.
Eles alcançaram misericórdia para poderem reiniciar as suas vidas debaixo da aliança que Deus havia feito com eles através de Moisés.
Então não deveria haver a mínima manifestação de tristeza, senão de alegria; a mínima demonstração de insatisfação, mas de grande contentamento.
Nós somos ordenados pela Palavra a não desprezarmos os humildes começos quando a Providência assim o quer.
Aqueles sacerdotes estavam transgredindo este mandamento, com o lamento que eles levantaram em meio à grande alegria e louvor que os demais sacerdotes e levitas estavam apresentando diante de Deus.
Não sabemos o quanto estes sacerdotes podem ter influenciado os demais sacerdotes e levitas, quanto a não se empenharem na obra, em razão dos possíveis argumentos deles de que não valeria a pena se entregar a uma construção, que nem sequer passaria de perto da glória que havia no templo de Salomão, que havia sido destruído por Nabucodonosor.
Se por influência deles ou não, havia aqueles que dentre os israelitas estavam desprezando aqueles humildes começos, e por isso receberam o devido estímulo do Senhor da parte dos profetas Ageu e Zacarias, para que reiniciassem a obra de reedificação do templo, depois destas terem sido paralisadas por cerca de dezesseis anos.
Em razão da perseguição dos samaritanos, eles não avançaram, ao que parece do lançamento do alicerce, que é referido neste capítulo, e assim, é possível que não tivessem prosseguido adiante, vencendo toda oposição, por motivo de julgarem que era muito pouco pelo que lutar.
Então, o Senhor se interpôs com a promessa de fazer algo grande e maravilhoso, pela palavra que pôs na boca do profeta Zacarias, de modo que aqueles que não estavam sendo fiéis nos dias de escassez, viriam a se alegrar quando vissem o prumo na mão de Zorobabel.
“Pois quem despreza o dia dos humildes começos, esse alegrar-se-á vendo o prumo na mão de Zorobabel. Aqueles sete olhos são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.” (Zac 4.10).
Eles estavam errados pensando no templo como um mero projeto de realização material.
Eles não entendiam a necessidade de que fosse reconstruído para o cumprimento dos propósitos espirituais de Deus, que teriam o seu auge num futuro ainda distante, que eles desconheciam, mas que dependia da obediência deles, porque importava que o Messias chegasse na nação que Deus havia formado através de Abraão, Isaque e Jacó.
Esta nação deveria estar sustentando o testemunho que havia recebido de Deus para ser guardado desde os dias dos patriarcas, especialmente desde que Ele entrara em aliança com eles através de Moisés.
Como poderiam os planos eternos de Deus serem frustrados?
O que estava em jogo não era a mera construção de um edifício, mas a restauração da vida religiosa daquela nação eleita desde a antiguidade, para que através dela fosse manifestada a Sua salvação para todas as nações do mundo.
Assim como se deu em relação a eles, também se dá em relação aos que são da Igreja de Cristo. O que importa não é propriamente o interesse pessoal dos cristãos, mas os elevados e eternos interesses de Deus, aos quais farão bem em atentar para atendê-los.
Um templo vivo está sendo erigido por Deus com as pedras vivas que são os crentes, e será consagrado a Ele quado da volta de Jesus.
Assim como os propósitos de Deus se cumpriram em relação a Israeol, também devem ser cumpridos quanto à Igreja, e não falharão.
Não admira portanto, que a exortação do profeta Zacarias àqueles judeus que estavam desprezando os humildes começos, quanto a que se alegrariam com o fato de Zorobabel concluir a construção do templo, que havia sido paralisada, tenha sido expedida num contexto eminentemente espiritual, conforme podemos ver em todo o capítulo quarto do referido profeta.
Ali, o que está em foco é o testemunho da Palavra de Deus, não pelo poder do homem, mas pelo Espírito Santo (4.6).
Era por este motivo que as mãos de Zorobabel deveriam terminar a construção do templo, assim como elas haviam lançado os seus alicerces. O Senhor havia determinado em Sua soberania que o templo seria reedificado ainda nos dias de Zorobabel, e isto não poderia ser frustrado por nenhum poder terreno ou espiritual (v. 9).
Toda edificação material na obra de Deus serve apenas para atender aos propósitos espirituais fixados pelo Senhor, desde toda a eternidade.
O templo que seria construído em Jerusalém não era uma exceção a isto.
Ele não tinha por alvo servir a propósitos terrenos e muito menos comerciais.
O azorrague de Jesus que o diga, quando expulsou os vendilhões do templo.
Se a razão da nossa alegria como filhos de Deus está nas nossas realizações materiais, ainda que digam respeito às edificações e bens que temos adquirido para a casa de Deus, nós estaremos errando grosseiramente o alvo, porque corremos o risco de ouvir o que Jesus disse aos apóstolos quando se gloriavam diante dEle por motivo da suntuosidade do templo de Herodes: “não ficará aí pedra sobre pedra”.
Naquele caso, isto se daria por motivo de juízo, e em razão de já não haver mais razão para um templo em Israel, porque seria inaugurada uma nova aliança no sangue do Senhor Jesus, na qual os próprios cristãos são o templo do Espírito Santo.
"Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado." (Jó 42.2)
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A Igreja tem testemunhado a redenção de Cristo juntamente com o Espírito Santo nestes 2.000 anos de Cristianismo.
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A Bíblia também revela as condições do tempo do fim quando Cristo inaugurará o Seu reino eterno de justiça ao retornar à Terra. Com isto se dará cumprimento ao propósito final relativo à nossa redenção.
Veja a apresentação destas condições no seguinte link:
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