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Em Apocalipse 21 temos um vislumbre estarrecedor dos novos céus e nova terra. Enquanto a maioria dos cristãos se mostra naturalmente curiosa acerca desse mundo recriado, a Bíblia não nos presenteia com detalhes específicos, mas o que sabemos é aquilo que precisamos de fato, saber. A nova Jerusalém é gloriosa – ela brilha com o esplendor da presença de Deus. A nova Jerusalém está segura – não há mais sofrimento, não há mais o mar caótico, não há mais portais fechados (porque não há mais inimigos). E, o mais importante, para fins do que estamos tratando, a nova Jerusalém é santa – não apenas a noiva foi purificada, mas as dimensões da cidade sugerem que o céu reconstitui o Santo dos Santos.
O céu é para aqueles que conquistam, que vencem a tentação de abandonar a Jesus Cristo, e a comprometerem sua fé (Ap 21: 7; ver também Ap 2-3). “Quanto, porém”, Apocalipse 21: 8 continua, “aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”. Não importa o que você professe - se mostra desprezo por Cristo entregando-se ao pecado impenitente e habitualmente; o céu não é seu lar. Certamente, que as pressões culturais desempenham um papel potente nessa questão, mas nosso fracasso em compreender corretamente a santidade do céu é outro fator significativo. Muitos pensam incorretamente: Se o céu é um lugar de aceitação universal para gente relativamente boazinha, por que é que se deveria fazer do homossexualismo, uma tempestade em copo d’água aqui na terra?
Muitos cristãos jamais aprenderam que feiticeiros, assassinos, idólatras, e todos que amam e praticam a falsidade serão deixados fora dos portais eternos (Ap 22;15). Por isso, eles não têm a coragem (ou a compaixão) de afirmar que o impenitente sexualmente imoral, também não será ali bem-vindo, que é precisamente o que Apocalipse 21-22 ensina. Conforme J. C. Ryle nos relembra, o céu é um lugar santo. O Senhor do céu é Deus santo. Os anjos são criaturas santas. Os habitantes do céu são “santos que são santificados”. Santidade está presente em tudo no céu; e nada que não seja santo pode adentrar o céu. (Ap 21: 27; Hb 12: 14) Mesmo que você pudesse entrar no céu sem possuir santidade, o que haveria de fazer? Que tipo de prazer você sentiria num lugar assim? Com que homem ou mulher santo de Deus, você poderia se assentar para ter comunhão? Os prazeres dessas pessoas não seriam os seus prazeres. O caráter delas não seria o seu caráter. O que eles amam você não ama. Se você desgosta de um Deus santo agora, por que você haveria de querer passar a eternidade com Ele? Se a adoração não lhe fascina agora; o que lhe faz pensar que lhe fascinará em algum futuro celestial? Se a impiedade é o seu deleite aqui na terra, o que lhe agradará no céu, onde tudo é limpo e puro? Você não seria feliz lá, se você não é santo aqui. Ou, como disse Spurgeon, “seria mais fácil um peixe viver numa árvore que um ímpio no Paraíso”.
Nota do Pr Silvio Dutra: (Deus revelou na Sua Palavra, tudo aquilo que Ele aprova e o que desaprova. Isto não é percebido pelo crente santificado, somente em razão da letra da Palavra, mas também como que por um instinto que é implantado pelo Espírito Santo em sua nova natureza, pelo qual pode discernir qual é o procedimento que é aprovado ou não por Deus, tanto em si mesmo quanto nos outros - de modo que ao fugir das tentações, das drogas ilícitas, da bebida alcoólica, dos pecados sexuais descritos na Bíblia etc, ele não o faz para condenar os que praticam tais coisas, mas para permanecer em comunhão santificada com Deus.) Silvio Dutra Alves
Enviado por Silvio Dutra Alves em 28/01/2022
Alterado em 20/09/2022 Comentários
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