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A santidade não é apenas o objetivo de nossa redenção; ela é necessária à nossa redenção. Agora, antes que você soe o alarme contra legalistas, antes de me amarrar com o cadarço moral de sua botina, e alimentar minha carcaça aos Gálatas, vejamos o que dizem as Escrituras: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. (Mt 7: 21) É possível professar as coisas certas, e ainda não estar salvo. Somente os que fazem a vontade do Pai entrarão no reino; e isso implica em ouvir as palavras de Jesus, e praticá-las. "E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia"; Mt 7: 26 Encontramos essa mesma ênfase em Gálatas 5: 19-21. "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia", . Os que nasceram de Deus não apenas confessarão o Filho. "Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai". 1 João 2: 23 "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido". 1 João 5: 1 andarão como Cristo andou (1 João 2: 5-6), praticarão a justiça (1 João 2: 29), e vencerão o mundo. (1 João 5: 5) “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca”. (1 João 5: 18) De forma semelhante, a carta de Tiago deixa claro, que fé sem as obras que a acompanham, não é fé salvadora. Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? (Tg 2: 14) Muitos cristãos têm tido problemas em conciliar a ênfase em obras (Tiago), com a ênfase em fé, independentemente das obras nos escritos de Paulo. Na realidade, não existe conflito. Paulo quer que vejamos, que a fé é o meio instrumental para se estar reto diante de Deus; nada contribui para nossa salvação - a única base é a justiça de Cristo. Tiago, por outro lado quer que vejamos, que evidências de piedade precisam necessariamente acompanhar a fé genuína. Somos justificados somente pela fé, mas a fé que justifica nunca está desacompanhada. Paulo descreve a fé verdadeira e viva; Tiago argumenta contra a fé falsa, que consiste de nada, além de assentimento intelectual morto. (vs. 17, 19, 20, 26) E, aí temos Hebreus 12: 14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Em outras palavras, santidade não é uma opção. Alguns de vocês leitores podem estar pensando: “Sim, isso está absolutamente certo. Precisamos ser santos, e somos contados como santos por causa de Cristo”. É verdade, aliás, em outros textos de Hebreus vemos que a santidade é um dom, que recebemos através do Evangelho. (10: 10,14)
Mas, Hebreus 12, diz respeito ao desdobrar prático dessa santidade posicional. A santidade de Hebreus 12: 14, não é uma santidade que recebemos, mas uma santidade que por ela nós “nos esforçamos por obter”. O texto bíblico citado ordena que sigamos a santificação, porque sem ela não veremos a Deus. O ato de seguir, no original grego não significa acompanhar, mas perseguir um alvo até alcançá-lo, e como jamais atingiremos a perfeição disso aqui na terra, pressupõe-se que a santificação se refere a algo que deve ser buscado e exercitado permanentemente.
Silvio Dutra Alves
Enviado por Silvio Dutra Alves em 28/01/2022
Alterado em 09/03/2023 Comentários
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